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O aumento da tensão internacional e a militarização das relações internacionais têm como aspectos particularmente graves e perigosos a corrida aos armamentos, o aumento das despesas militares e a aposta estratégica na manutenção e desenvolvimento de poderosos arsenais nucleares e de outras armas de destruição massiva. Esta tendência, que se vem agravando ano após ano, aumenta os riscos de uma conflagração militar generalizada e suas consequências.

No que respeita às armas nucleares, continua a não se verificar qualquer avanço no sentido da sua abolição, antes pelo contrário: o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) não só não é respeitado como é utilizado, de forma truncada e unilateral, como instrumento de pressão e chantagem contra diversos países, enquanto principais detentores deste tipo de armamento mantêm e renovam os seus arsenais – em clara violação do espírito do Tratado, que estipula o desmantelamento das armas nucleares já existentes.

Os actuais arsenais nucleares, com um nível de destruição incomparavelmente superior às bombas dos Estados Unidos que arrasaram Hiroxima e Nagasáqui em Agosto de 1945, são um inquietante motivo de preocupação para a humanidade, pois a sua utilização seria o fim da civilização como a conhecemos.
Especialmente grave é a recente modernização das armas nucleares tácticas que os EUA mantêm na Europa, tanto mais que os EUA destacaram para este continente caças que as podem transportar. Na doutrina militar dos EUA permanece a possibilidade de utilização de armas nucleares num primeiro ataque.

Causa fundadora do movimento mundial da Paz, no dealbar da década de 50 do século XX, expresso no Apelo de Estocolmo, a abolição das armas nucleares e de destruição massiva e o desarmamento geral, simultâneo e controlado mantêm-se como exigências centrais do nosso tempo e questões fundamentais para a manutenção da paz e para a sobrevivência da própria humanidade.

A Reunião Regional da Europa do Conselho Mundial da Paz, afirma a vontade e apela a que:

- Nos dias 6 e 9 de Agosto de 2016 se promovam iniciativas em memória das vítimas dos bombardeamentos nucleares dos EUA contra Hiroxima e Nagasáqui, em 1945 – para que o horror nuclear jamais seja esquecido;

- Se reforce a luta pela abolição de todas as armas nucleares e de extermínio em massa, pelo fim da escalada armamentista e por um processo de desarmamento geral e controlado;

Para que nunca mais se repita o holocausto nuclear.