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No momento em que se assinalam 80 anos sobre o início da Segunda Guerra Mundial, o Conselho Português para a Paz e Cooperação lembra as brutais consequências daquele que foi o mais violento e sangrento conflito militar da História, desencadeado pela Alemanha nazi, a Itália fascista e o Japão militarista, responsável pela perda de mais de 50 milhões de vidas e de dezenas de milhões de feridos.

O nazi-fascismo foi responsável por inúmeros crimes, como o extermínio em massa de populações e prisioneiros em campos de concentração, pela imposição do trabalho forçado, pela destruição sistemática de infraestruturas económicas e sociais e de imenso património cultural.

Este é também o tempo para recordar todos os que, resistindo e combatendo das mais diversas formas, contribuíram para libertar a Humanidade do nazi-fascismo, alcançar uma paz justa e conquistar para a generalidade da população mundial inéditos direitos políticos, económicos, sociais e culturais e o fim do colonialismo.

 

Hoje, recordando a Segunda Guerra Mundial, é necessário ter presente as lições do que aconteceu, para que jamais se repita a barbárie causada pelo nazi-fascismo.

Como a Primeira Guerra Mundial, que teve lugar entre 1914 e 1918, que causou mais de 10 milhões de mortos, a Segunda Guerra Mundial teve como causas centrais a disputa entre as grandes potências imperialistas pelo domínio de colónias, riquezas e mercados.

Hoje, num contexto histórico e com realidades diferenciadas, os povos do mundo confrontam-se com grandes ameaças, como a crescente militarização das relações internacionais, a escalada da corrida aos armamentos – inclusive nucleares –, a intensa disputa pelo controlo de mercados, fontes de energia e matérias-primas, a proliferação de conflitos, o desrespeito pela soberania e a independência de países e de povos, o ressurgir de forças e movimentos de carácter fascista, nacionalista e xenófobo.

As potências ocidentais, particularmente os Estados Unidos da América, procuram encontrar solução para a crise que os afeta e para o seu declínio económico relativo, face a outros países emergentes na cena internacional, através do incremento da confrontação, da ingerência, da agressão e da guerra.

Os tempos atuais, apresentando potencialidade para o avanço na luta pela paz, a soberania, a democracia, os direitos dos povos, têm igualmente presentes reais perigos, que é urgente prevenir e dar combate – há que evitar uma nova confrontação que teria consequências catastróficas para a humanidade!

Por muito fortes que sejam aqueles que apostam na guerra, ela não é inevitável. Cabe aos povos do mundo, unidos e organizados num amplo e ativo movimento em defesa da paz e do desarmamento, travar-lhes o passo!

Da parte do CPPC, o povo português pode esperar um redobrado empenho no alargamento da ação e convergência em prol da paz, do desarmamento – nomeadamente do desarmamento nuclear – da soberania, da democracia, do progresso social, do respeito pelos Princípios da Carta das Nações Unidas, pelo Direito Internacional e pela Constituição da República Portuguesa, que no seu artigo 7.º consagra, entre outros importantes princípios, a solução pacífica dos conflitos, o desarmamento, o fim dos blocos político-militares, o respeito pelos direitos dos povos.

1 de Setembro de 2019
Direção Nacional do CPPC