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Com a bela sala do Rivoli esgotada, realizou-se no dia 25 de Janeiro, no Porto, o já tradicional Concerto pela Paz. Foi um magnífico espetáculo, que teve a participação generosa e solidária de artistas que colocaram o seu talento, criatividade e arte ao serviço da Paz como Pedro Abrunhosa, o Bando dos Gambozinos, o Coral de Letras da UP, a Orquestra de Jazz do Conservatório de Música do Porto, o coro Vox Populi e o Balleteatro.

Com uma assistência de mais de 700 pessoas, mais de 150 artistas de todas as idades tocaram cantaram e dançaram, encantando a assistência que aplaudia e participava sempre que era solicitada para tal. E foi-o várias vezes, sobretudo pelo músico Pedro Abrunhosa acompanhado pelo Coral de Letras da Universidade do Porto.

O Concerto abriu com jovens bailarinos do Balleteatro a interpretar a dança sobre figuras frágeis, figuras transformáveis, a partir de um texto de Mia Couto”A missanga, todas a vêm. Ninguém nota o fio que, em colar vistoso, vai compondo as missangas. Também assim é a voz do poeta: um fio de silêncio, costurando o tempo” e a direção de Raquel Rua.

 

Com a atriz Rebeca Cunha a apresentar o concerto e a ler também belos poemas sobre a Paz de alunos de escolas do Porto, que estiveram expostos no átrio do Teatro Municipal Rivoli, a presidente da direção do CPPC, Ilda Figueiredo, em nome do Conselho Português para a Paz e Cooperação, entidade que organizou o Concerto pela Paz com apoio da Câmara municipal do Porto, interveio agradecendo a todos e contextualizando a importância da mobilização na defesa da Paz, incluindo em torno dos vários Concertos já marcados e do Encontro pela Paz previsto para 30 de Maio, em Setúbal (ver intervenção anexa) e onde se proclamou, a muitas vozes, "Paz sim! Guerra Não!

Seguiu-se a Orquestra de Jazz do Conservatório e o coro Vox Populi que interpretaram parte do Concerto Sacro do celebrado compositor negro americano Duke Ellington onde foi dada uma particular ênfase à palavra Liberdade, e, naturalmente, ao seu conteúdo, com direção musical do professor do Conservatório de Música do Porto, Paulo Carvalho, e do diretor do coro Vox Populi, Guilhermino Monteiro.

O Bando dos Gambozinos voltou ao Rivoli, embalado e inspirado pelos valores da paz, da justiça, da igualdade e da liberdade. Voltou embalado e inspirado por compositores e poetas, músicos e dançarinos, filhos e pais, vozes e gestos, apoiado também pelo Coro d`Inverno, inspirado pelos poemas de Luísa Ducla Soares, Teresa Muge, Manuela de Freitas, Rui Pereira, com músicas de Suzana Ralha, Teia e José Mário Branco, com movimentos de Adriana Leite, adereços de Walter Almeida e sobretudo, com a vontade de crescer bem de tantas crianças e jovens.

Estava guardado para o final um momento muito especial, com a participação do Coral de Letras da Universidade do Porto, coral premiado em vários festivais internacionais e dirigido desde a sua fundação, há mais de 50 anos, pelo maestro José Luís Borges Coelho, um dos mais prestigiados grupos corais da atualidade, tendo realizado centenas de concertos em Portugal e no estrangeiro que, primeiro sozinhos e, depois, com a participação do excelente músico e autor Pedro Abrunhosa, que fundou a Escola de Jazz do Porto em 1982 e editou discos bem conhecidos de todos, como Viagens, Tempo, Silêncio, Luz, Contramão e outros. O seu disco, “Espiritual” foi lançado em dezembro de 2018 e que é autor e compositor de todo o seu reportório.

Foi a apoteose final que encantou e empolgou o público presente no Rivoli, que cantou e partilhou com Pedro Abrunhosa, os seus músicos e o Coral de Letras a sua extraordinária partilha de entusiasmo, alegria, criatividade e música ao serviço da Paz, porque pela paz, todos não somos demais.

A intervenção de Ilda Figueiredo:

Minhas Senhoras e Meus Senhores
Estimadas Amigas e Amigos da Paz

Em nome da direção do Conselho Português para a Paz e Cooperação saúdo todas as pessoas presentes neste magnífico Concerto pela Paz, no Teatro Municipal Rivoli e em especial todos os que, de forma solidária e generosa, aceitaram colocar o seu talento, criatividade e arte ao serviço da nobre causa da paz. Por isso, os nossos calorosos agradecimentos vão para o Balleteatro, o Bando dos Gambozinos, o Coro Vox Populi, a Orquestra de Jazz do Conservatório de Música do Porto, o Coral de Letras da U.Porto e Pedro Abrunhosa.

Agradecemos à Câmara Municipal do Porto, ao presidente da CMP e ao vereador dr. Fernando Paulo aqui presente, à direção do Teatro Municipal Rivoli e aos seus técnicos que, em conjunto connosco, montaram este espetáculo que esperamos vos agrade.

À entrada, no átrio do Rivoli, estão belos poemas sobre a Paz de alunos de escolas do Porto, a quem muito agradecemos tal como aos seus professores. É uma colaboração que esperamos continuar com o desenvolvimento de ações de educação e de cultura da Paz, no Porto como por todo o país.

Este Concerto pela Paz realiza-se num contexto particularmente perigoso no plano internacional. O início do ano trouxe acrescidas preocupações com a paz sobretudo no Médio Oriente, o que implica que todos os amantes da Paz se mobilizem na sua defesa. Assume, pois, a maior importância a mobilização e convergência de vontades na denúncia dos perigos de novos conflitos que poderiam levar a uma nova guerra de grandes proporções, no ano em que se comemoram os 75 anos do fim da Segunda Guerra Mundial.

Hoje mesmo, por todo o mundo, decorrem ações contra a guerra no Médio Oriente e no Irão, seguindo um apelo de movimentos da paz incluindo norte-americanos, denunciando os graves conflitos e ameaças à Paz, designadamente da Administração Trump, com milhares de milhões de euros usados para a guerra provocando o sofrimento de povos, a morte, a destruição de bens e países, não esquecendo o drama dos refugiados, vítimas das políticas injustas e agressivas, o que exige de todos os amantes da paz uma redobrada atenção e empenhamento na defesa da justiça, da liberdade, da democracia e da Paz.
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Também aqui, em Portugal, estamos a procurar a convergência de vontades, incluindo através da cultura e da educação para a paz de que são exemplo os Concertos pela Paz que aqui fazemos há vários anos, mas que também vão decorrer noutros lados, como em Gondomar a 15 de março, a que se seguirão Gaia, Lisboa, Coimbra, Viana do Castelo, entre outros.

Depois do importante contributo para o reforço do movimento da paz em Portugal dado pela preparação e organização do Encontro pela Paz, realizado a 20 de outubro de 2018, em Loures, onde participaram mais de 700 pessoas e 50 organizações, o CPPC está a procurar junto das organizações e instituições que o concretizaram as condições necessárias para a realização de um novo Encontro pela Paz, que terá lugar em Setúbal, a 30 de Maio, e para o qual todos estão convidados.
Continuaremos a contribuir para o reforço do movimento da Paz, a lutar contra a guerra, a desenvolver ações de solidariedade e cooperação com os povos de todo o mundo, o que também depende da participação e empenhamento de todos os aderentes e amigos desta nobre causa da Paz.
A nossa convicção é que, com a vossa participação empenhada neste Concerto, podemos afirmar, a muitas vozes, a nossa indignação face às guerras de agressão e expressar, a muitas vozes também, a nossa solidariedade com os povos vítimas do colonialismo, de atos de ingerência externa e de conflitos armados, de injustiças e desigualdades sociais, da opressão, do desrespeito da sua soberania e independência nacionais.
E dizermos todos PAZ Sim! Guerra Não!

Em vez de conflitos armados, guerras, ingerências, novos colonialismos e corrida aos armamentos, reafirmamos aqui o nosso compromisso com a Paz, o progresso e a justiça social, tendo por base o artigo 7º da Constituição da República Portuguesa, a Carta da Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, o Direito Internacional.
Continuaremos na exigência do fim das armas de destruição massiva, incluindo as armas nucleares, como o Papa Francisco ainda fez recentemente, a pugnar pela assinatura e ratificação por Portugal do Tratado de Proibição de Armas Nucleares, na defesa do fim da corrida aos armamentos e da militarização das relações internacionais, na promoção dos valores de abril também na política externa portuguesa.
Queremos uma ordem internacional capaz de assegurar a justiça nas relações entre os povos, na defesa da emancipação e progresso da humanidade, com paz e progresso social. Queremos que as pessoas sejam felizes.
Bom Ano de 2020 com mais progresso social e paz.
Pela paz, todos não somos demais.
Viva a Paz!