Outras Notícias

  • Faleceu Carlos do Carmo 04-01-2021

    Ao tomar conhecimento do falecimento de Carlos do Carmo, personalidade ímpar da cultura portuguesa, da música, um dos maiores intérpretes do fado, democrata e...

  • CPPC homenageia Rui Namorado Rosa e 70 anos de luta pela paz 17-03-2019

    O CPPC homenageou Rui Namorado Rosa, membro da sua Presidência e que durante anos assumiu as funções de presidente e vice-presidente da direcção nacional. A...

  • Faleceu Armando Caldas 13-03-2019

    Hoje, 13 de Março de 2019, o encenador e actor, membro da Presidência do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), Armando Caldas, deixou-nos. Com um...

  • Homenagem a Rui Namorado Rosa 11-03-2019

    O Conselho Português para a Paz e Cooperação tem o privilégio de contar com a participação, nos seus órgãos sociais, de Rui Namorado Rosa, que foi seu...

  • Falecimento de Vítor Silva 08-08-2018

    A Direcção Nacional do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) lamenta informar do falecimento de Vítor Silva, ocorrido na madrugada de hoje. Membro do...

 

No passado dia 25 de Agosto, quando se assinala um ano sobre a mais recente agressão de grande escala de Israel contra o território palestino da Faixa de Gaza, foi assinalado no Brasil, com a plantação de um bosque dedicado às 551 crianças assassinadas durante a operação.

Foi desta forma que o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (CEBRAPAZ), encerrou o ciclo “Ocupação e Resistência na Palestina – Um ano da Ofensiva israelense”.

No local da plantação das 551 árvores também foi instalada uma placa com os nomes das crianças palestinas vitimadas e suas idades. Das 2.251 pessoas mortas pela agressão de Israel em 2014, um quarto eram crianças.

A iniciativa que contou com a participação do Embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben, da presidente do CEBRAPAZ e do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes (na foto), de autoridades locais e de cerca de 30 alunos do sexto ano da escola Senador Luís Carlos Prestes, teve lugar na Cidade Tiradentes e reafirmou a solidariedade dos brasileiros com o povo palestino, na luta pela paz e na resistência contra a ocupação israelita.

Para o embaixador Alzeben, a demonstração da solidariedade com o povo palestino é significativamente relevante devido aos simbolismos da luta e da resistência contra a ocupação, na qual os palestinos sabem que têm amigos entre os brasileiros. A plantação das árvores, disse, “representa as vidas das crianças massacradas, que seguem em pé aqui no Brasil, em Cidade Tiradentes, como um testemunho dessa amizade.” O embaixador ressaltou ainda a confiança no apoio brasileiro à causa dos palestinos pela paz e pela justiça.

Socorro Gomes, presidente do CEBRAPAZ, reafirmou a “solidariedade dos brasileiros ao valente povo palestino, que segue firme na resistência contra uma ocupação criminosa, uma política colonialista condenada mundialmente, que massacra quotidianamente.” Socorro disse também que “o acto singelo, com o plantação das árvores, é uma demonstração permanente dessa solidariedade e da luta dos brasileiros, ao lado do povo palestino, por justiça e pela paz, para que todos tenham direito às suas árvores, às suas terras, ao seu país e à vida. Dizemos, com esse acto, que nós não nos esqueceremos.”

O ciclo organizado pelo CEBRAPAZ marcou um ano desde a última ofensiva israelita contra a Palestina ocupada. Os debates abordaram a ocupação israelita, seus impactos sobre os residentes da Palestina e de Israel, os que ficaram e aqueles que estão na diáspora – há mais de cinco milhões de refugiados palestinos pelo mundo.

Questões centrais da luta palestina, o caso dos prisioneiros – mais de seis mil palestinos estão em cárceres israelitas, muitos arbitrariamente, inclusive crianças – e um historial de massacres e espoliações foram debatidos por representantes de movimentos sociais brasileiros e palestinos, investigadores e jornalistas, com a afirmação constante da importância da solidariedade internacional à causa da paz e da justiça, por uma Palestina livre e soberana.