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É com profunda preocupação e expressão pública de condenação que o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) acompanha a escalada de repressão perpetrada pelas autoridades israelitas contra a população palestiniana e suas organizações políticas e sociais que lutam pela concretização do legitimo direito do povo palestiniano a um Estado da Palestina soberano e independente.

A detenção da deputada do Conselho Legislativo Palestiniano, Khaleda Jarrar, e de outros activistas da Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP), nos territórios ocupados da Cisjordânia, é mais um episódio revelador da total impunidade de que o Estado de Israel goza perante a chamada comunidade internacional.

Ao longo dos anos, muitos deputados, dirigentes e militantes de organizações políticas e sociais palestinianas foram presos, torturados e mesmo assassinados pelas forças de ocupação sionistas por lutarem pela liberdade da sua pátria e os direitos do seu povo.

Ao longo das décadas de ocupação, foram centenas de milhares os palestinianos – homens, mulheres, jovens ou crianças – que já estiveram presos em Israel. Actualmente, encontram-se ilegalmente encarcerados pelas forças de ocupação israelitas mais de seis mil palestinianos, entre os quais centenas em detenção administrativa e sem qualquer acusação formal.

Entretanto, num total desafio à legalidade internacional, as autoridades israelitas têm sucessivamente impedido o acesso à localidade palestiniana de Hebron da equipa da UNESCO com a responsabilidade de avaliar a candidatura da parte velha da cidade a Património Mundial em Perigo. Se esta proposta, da responsabilidade da Autoridade Nacional Palestiniana, se deve ao valor patrimonial e histórico do local (uma das cidades continuamente habitadas mais antigas do mundo), o pedido de urgência na classificação justificou-se pelo constante vandalismo de que é alvo e pela crescente presença de colonos e militares israelitas, em mais uma tentativa de apagar a cultura e consciência nacional palestiniana. UNESCO que decidiu classificar Hebron como cidade património Mundial em Perigo.

Na mesma linha de ataque ao povo palestiniano inscreve-se a solicitação feita nas Nações Unidas pelo primeiro-ministro israelita Benjamim Netaniahu de extinção da agência vocacionada para o apoio e assistência aos refugiados palestinianos.

Reveladora da política expansionista de Israel é a aprovação, no mês de Junho, da construção de novos colonatos na Cisjordânia para albergarem dezenas de milhares de colonos, em mais um gravoso salto na ocupação da Palestina. Muito embora a ONU considere os colonatos ilegais, a sua construção não tem parado sem que Israel sofra, na prática, qualquer sanção internacional.

O CPPC, reafirmando a sua solidariedade de sempre ao povo palestiniano e à sua legítima aspiração ao seu próprio Estado soberano, independente e viável, com as fronteiras de 1967 e capital em Jerusalém Leste, e o respeito do direito de retorno dos refugiados palestinianos, exige do Governo português que se coloque do lado do direito internacional e da Constituição da República Portuguesa e junte a sua voz aos que, em todo o mundo, condenam a ocupação israelita, a construção e expansão dos colonatos, o Muro de Separação, o bloqueio a Gaza, as prisões arbitrárias e ilegais e os sucessivos massacres da população palestiniana.

Direcção Nacional do CPPC