Outras Notícias

  • Faleceu Carlos do Carmo 04-01-2021

    Ao tomar conhecimento do falecimento de Carlos do Carmo, personalidade ímpar da cultura portuguesa, da música, um dos maiores intérpretes do fado, democrata e...

  • CPPC homenageia Rui Namorado Rosa e 70 anos de luta pela paz 17-03-2019

    O CPPC homenageou Rui Namorado Rosa, membro da sua Presidência e que durante anos assumiu as funções de presidente e vice-presidente da direcção nacional. A...

  • Faleceu Armando Caldas 13-03-2019

    Hoje, 13 de Março de 2019, o encenador e actor, membro da Presidência do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), Armando Caldas, deixou-nos. Com um...

  • Homenagem a Rui Namorado Rosa 11-03-2019

    O Conselho Português para a Paz e Cooperação tem o privilégio de contar com a participação, nos seus órgãos sociais, de Rui Namorado Rosa, que foi seu...

  • Falecimento de Vítor Silva 08-08-2018

    A Direcção Nacional do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) lamenta informar do falecimento de Vítor Silva, ocorrido na madrugada de hoje. Membro do...

 

No momento em que se assinalam 65 anos do Apelo de Estocolmo pela abolição das armas nucleares, o Conselho Português para a Paz e Cooperação apela a todos os amigos/as da Paz para a convergência de vontades na acção em torno dessa causa, cuja actualidade permanece, convidando-o/a a subscrever o texto abaixo em http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT76455.

Pelo fim das armas nucleares!NOS 65 ANOS DO “APELO DE ESTOCOLMO”

Apelo de Estocolmo

Exigimos a interdição absoluta da arma atómica, arma de terror e de extermínio em massa de populações.
Exigimos o estabelecimento de um vigoroso controle internacional para a aplicação dessa medida de interdição.
Consideramos que o governo que primeiro utilizar a arma atómica, não importa contra que país, cometerá um crime contra a humanidade e será tratado como criminoso de guerra.
Pedimos a todos os homens de boa vontade no mundo inteiro que assinem este apelo.
Março de 1950
Em Março de 1950, o movimento internacional de partidários da Paz, na sequência do fim da Segunda Guerra Mundial, constituiu-se em Conselho Mundial da Paz e, perante a ameaça da repetição do horror de Hiroxima e Nagasaki, lançou um Apelo pelo banimento das armas nucleares sob estrito controlo internacional, denunciando a sua natureza intimidatória e de assassínio massivo.
Mas volvidos 65 anos, cinco potências nucleares detêm arsenais nucleares declarados, e cinco outros países detêm-nas também, porém sem terem subscrito o Tratado de Não Proliferação alcançado em 1968.
Hoje, como então, receamos que algum Estado agressor possa antecipar o lançamento da arma nuclear contra algum outro Estado, pretendendo tirar vantagem militar, o que seria crime cometido contra a humanidade, a ser tratado como crime de guerra. Todavia, sabemos hoje que a dimensão dos arsenais e a escala planetária dos impactos tornaram o julgamento de tal crime uma impossibilidade. Seria o fim da Justiça, por ser o fim da Civilização.
Assim, todos nós, organizações e pessoas que subscrevemos este documento:
Invocamos e saudamos o exemplo dos activistas e personalidades que intervieram pela abolição das armas nucleares e que redigiram o Apelo de Estocolmo, bem como os milhões de homens e mulheres, avós e pais das gerações presentes, que o subscreveram então em todo o mundo. E bem assim os que, quer no movimento da Paz quer nas instituições internacionais, desde então vêm incansavelmente lutando pela sua divulgação, sua causa e sua necessária aplicação.
Apelamos à consciência de todos para a convergência de vontades na acção em torno dessa causa cuja actualidade permanece – desarmar a estratégia de tensão e de ilusória superioridade militar que conduziria ao genocídio nuclear.Afirmamos como urgente o fim das armas nucleares e de extermínio em massa de populações, das bases militares estrangeiras, assim como o desarmamento geral e controlado.
Exigimos das autoridades portuguesas o cumprimento das determinações da Constituição da República Portuguesa e da Carta das Nações Unidas, em respeito pelo direito internacional e pela soberania dos Estados e igualdade de direitos dos povos.