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Importante iniciativa sobre “ A Actualidade do Apelo de Estocolmo. A Ameaça Nuclear 65 Anos Depois" na Casa da Paz

Em vésperas de abertura da conferência da ONU, em Nova York, sobre o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, o Conselho Português para a Paz e Cooperação realizou, em 21/4/2015, uma sessão na Casa da Paz, em Lisboa, onde se assinalou a comemoração do 65º aniversário do Apelo de Estocolmo.

Na abertura da iniciativa intervieram: Ilda Figueiredo - Presidente da direcção do CPPC; Frederico Carvalho – Investigador; Manuel Simões - Liga Operária Católica; Rui Namorado Rosa - Vice-presidente da direcção do CPPC e Sérgio Ribeiro – Economista.

Nas intervenções foi salientado o exemplo dos activistas e personalidades que intervieram pela abolição das armas nucleares e que redigiram o Apelo de Estocolmo, bem como os milhões de homens e mulheres, avós e pais das gerações presentes, que o subscreveram então em todo o mundo, e de todos os que, quer no movimento da Paz, quer nas instituições internacionais, desde então, continuam lutando pela sua divulgação, sua causa e sua necessária aplicação.

Foram também fornecidas informações sobre o perigoso arsenal bélico existente, demonstrando a urgência do fim das armas nucleares e de extermínio em massa das populações, das bases militares estrangeiras e a exigência do desarmamento geral e controlado.
Igualmente se exigiu das autoridades portuguesas o cumprimento das determinações da Constituição da República Portuguesa e da Carta das Nações Unidas, em respeito pelo direito internacional e pela soberania dos Estados e igualdade de direitos dos povos, apelando-se à consciência de todos para a convergência de vontades na acção em torno desta causa cuja actualidade permanece, para evitar o genocídio nuclear.

Seguiu-se um importante debate com as pessoas que acederam ao convite do CPPC, incluindo representantes de algumas das mais de 20 organizações que já subscreveram o documento "A Actualidade do Apelo de Estocolmo. A Ameaça Nuclear 65 Anos Depois", o qual também continua aberto à subscrição individual e colectiva de todos os amantes da PAZ.

Recorda-se que a subscrição do texto "Nos 65 Anos do “Apelo de Estocolmo” - Pelo fim das armas nucleares!", pode ser feita em http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT76455.

Pelo fim das armas nucleares!
NOS 65 ANOS DO “APELO DE ESTOCOLMO”

Apelo de Estocolmo

Exigimos a interdição absoluta da arma atómica, arma de terror e de extermínio em massa de populações.
Exigimos o estabelecimento de um vigoroso controle internacional para a aplicação dessa medida de interdição.
Consideramos que o governo que primeiro utilizar a arma atómica, não importa contra que país, cometerá um crime contra a humanidade e será tratado como criminoso de guerra.
Pedimos a todos os homens de boa vontade no mundo inteiro que assinem este apelo.
Março de 1950

Em Março de 1950, o movimento internacional de partidários da Paz, na sequência do fim da Segunda Guerra Mundial, constituiu-se em Conselho Mundial da Paz e, perante a ameaça da repetição do horror de Hiroxima e Nagasaki, lançou um Apelo pelo banimento das armas nucleares sob estrito controlo internacional, denunciando a sua natureza intimidatória e de assassínio massivo.

Mas volvidos 65 anos, cinco potências nucleares detêm arsenais nucleares declarados, e cinco outros países detêm-nas também, porém sem terem subscrito o Tratado de Não Proliferação alcançado em 1968.

Hoje, como então, receamos que algum Estado agressor possa antecipar o lançamento da arma nuclear contra algum outro Estado, pretendendo tirar vantagem militar, o que seria crime cometido contra a humanidade, a ser tratado como crime de guerra. Todavia, sabemos hoje que a dimensão dos arsenais e a escala planetária dos impactos tornaram o julgamento de tal crime uma impossibilidade. Seria o fim da Justiça, por ser o fim da Civilização.

Assim, todos nós, organizações e pessoas que subscrevemos este documento:
Invocamos e saudamos o exemplo dos activistas e personalidades que intervieram pela abolição das armas nucleares e que redigiram o Apelo de Estocolmo, bem como os milhões de homens e mulheres, avós e pais das gerações presentes, que o subscreveram então em todo o mundo. E bem assim os que, quer no movimento da Paz quer nas instituições internacionais, desde então vêm incansavelmente lutando pela sua divulgação, sua causa e sua necessária aplicação.

Apelamos à consciência de todos para a convergência de vontades na acção em torno dessa causa cuja actualidade permanece – desarmar a estratégia de tensão e de ilusória superioridade militar que conduziria ao genocídio nuclear.

Afirmamos como urgente o fim das armas nucleares e de extermínio em massa de populações, das bases militares estrangeiras, assim como o desarmamento geral e controlado.

Exigimos das autoridades portuguesas o cumprimento das determinações da Constituição da República Portuguesa e da Carta das Nações Unidas, em respeito pelo direito internacional e pela soberania dos Estados e igualdade de direitos dos povos.

Organizações subscritoras (até o momento):

-Conselho Português para a Paz e Cooperação
-Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional
-Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto
-Sindicato dos Professores da Grande Lisboa
-Associação Intervenção Democrática
-Juventude Comunista Portuguesa
-União dos Sindicatos de Lisboa
-Associação de Reencontro dos Emigrantes
-Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente
-Movimento Democrático de Mulheres
-Ecolojovem - «Os Verdes»
-Associação “Os Pioneiros de Portugal”
-Juventude Operária Católica
-Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul
-Liga Operária Católica / Movimento de Trabalhadores Cristãos
-Sindicatos dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal
-Associação de Amizade Portugal-Cuba
-Mó de Vida – Cooperativa
-Associação Conquistas da Revolução
-Interjovem – CGTP-IN
-Associação dos Bolseiros de Investigação Cientifica
-Organização dos Trabalhadores Científicos
-Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações