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Nunca Mais!

70 anos dos bombardeamentos nucleares contra Hiroxima e Nagasáqui

No momento em que decorrem 70 anos desde o bombardeamento nuclear pelos Estados Unidos da América contra as populações japonesas de Hiroxima e Nagasaki, a 6 e 9 de Agosto de 1945 respectivamente, as organizações portuguesas abaixo subscritoras recordam este acto, cometido quando o Império Japonês estava já derrotado na frente terrestre no continente Asiático e na frente aéreo-naval no Oceano Pacífico, e já havia encetado o processo de capitulação face às Forças Aliadas na II Guerra Mundial, pelo que aquele bombardeamento foi e continua a ser entendido como afirmação de uma aterrorizante demonstração de poderio militar por parte dos Estados Unidos da América, potência mundial então ascendente, acto que perdura na memória dos povos como uma das maiores barbáries alguma vez cometidas.

 

Para além das 250 000 mortes provocadas no imediato e dias subsequentes, este acto deixou uma herança de sequelas graves nas populações vizinhas, como a proliferação de doenças cancerígenas e malformações genéticas nas gerações vindouras, atribuídas à exposição às radiações ionizantes e às substâncias radioactivas, que perduram até hoje.

Apesar da exigência dos povos do mundo, de que tal tragédia não possa voltar a acontecer – pela primeira vez expressa no Apelo de Estocolmo contra as armas nucleares, lançado em 1950 e que permanece até hoje o maior plebiscito da humanidade –, o arsenal de armas nucleares existente hoje é incrivelmente maior e mais poderoso, representando uma perigosa ameaça subjacente às crises político-militares que abalam várias regiões do mundo.
Num tempo em que vastas camadas da população mundial são confrontadas com a regressão das suas condições de vida, com a pobreza, a doença e a fome é inaceitável que os despesas militares mundiais tenham atingido 1,8 biliões de dólares em 2014, parte dos quais para a manutenção e modernização de armas nucleares.

Seguras de que a utilização destas armas significaria a destruição da espécie humana e da civilização, e prestando homenagem às vítimas das armas nucleares lançadas em Hiroxima e Nagasaki, as organizações abaixo subscritoras:

• Exigem que nunca mais se repita o holocausto nuclear;

• Exigem a abolição das armas nucleares e de extermínio em massa e o desarmamento geral e controlado;

• Exigem o cumprimento das determinações da Constituição da República Portuguesa e da Carta das Nações Unidas, em respeito pelo direito internacional e pela soberania dos Estados e igualdade de direitos dos povos

• Reafirmam o seu compromisso com a construção de um mundo de Justiça e Paz.

Organizações subscritoras:

A Voz do Operário

Associação Conquistas da Revolução

Associação de Amizade Portugal-Cuba

Associação Intervenção Democrática

Colectivo Mumia Abu-Jamal

Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional

Confederação Nacional da Agricultura

Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos

Confederação Portuguesa de Quadros Técnicos e Científicos

Conselho Português para a Paz e Cooperação

Ecolojovem - «Os Verdes»

Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal

Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações

Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas

Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais

Interjovem – CGTP-IN

Juventude Comunista Portuguesa

Mó de Vida – Cooperativa

Movimento Democrático de Mulheres

Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente

Sindicato dos Trabalhadores Civis das Forças Armadas, Estabelecimentos Fabris e Empresas de Defesa

Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Algarve

Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins

União dos Sindicatos de Setúbal/CGTP-IN