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No dia em que se completam 50 anos sobre o Massacre de Son My, igualmente conhecido como o Massacre de My Lai, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) recorda os 504 cidadãos vietnamitas, na sua maioria idosos, mulheres e crianças, que foram chacinados por militares do exército dos EUA durante a sua guerra de agressão contra o Vietname e o seu povo.

Recorde-se que a agressão dos EUA ao Vietname decorreu, de forma indirecta e directa, de 1950 a 1975. Após a sua derrota, os EUA continuaram a aplicar um embargo contra o Vietname até 1994.

O massacre, levado a cabo pelo exército norte-americano, iniciou-se pelas 5h30 da manhã do dia 16 de Março de 1968 e durou cerca de 3 a 4 horas, durante as quais os militares dispararam indiscriminadamente sobre a população, atiraram granadas para dentro das habitações, perpetraram fuzilamentos sumários e torturas, mataram com baionetas e violaram mulheres e raparigas. Muitos dos cadáveres tinham a identificação da “Companhia C” gravada com cortes no corpo.

O assassinato em massa desta população vietnamita, que o governo norte-americano tentou ocultar, apenas foi conhecido em 1969 quando o fotógrafo do exército presente durante o massacre, vendeu fotografias do acontecimento a órgãos de comunicação social.

A divulgação das fotografias e o repúdio internacional que desencadearam, inclusive nos EUA, contribuíram muito para a denúncia dos crimes perpetrados pelos EUA no Vietname e para aumentar a contestação e a exigência do fim da agressão norte-americana.

Apenas um militar foi julgado pela participação neste massacre, tendo sido condenado a prisão perpétua viu a sua pena comutada, pelo então presidente Richard Nixon, tendo apenas cumprido um dia na prisão e 3 anos de detenção domiciliária.

Recordando e honrando a memória das 504 vítimas deste massacre e os mais de 1,3 milhões de outros cidadãos vietnamitas mortos durante a agressão ao Vietname, assim como a heróica e histórica luta e vitória do povo vietnamita em defesa da sua pátria e da sua soberania, o CPPC reafirma o seu compromisso com a defesa da Paz e a exigência do fim das guerras de agressão que hoje continuam a ser protagonizadas pelos EUA, NATO e seus aliados.

16 de Março de 2018
Direcção Nacional do CPPC